segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A ESCRITA DOS CÁLCULOS E AS TÉCNICAS OPERATÓRIAS PARTE II





      Malba Tahan pseudônimo de Júlio Cesar de Mello e Souza usa a técnica ao qual exercita e estimula o conhecimento e o desenvolvimento cognitivo do aluno utilizando-se de jogos lúdicos (xadrez, tangran...) ressaltando algo muito importante, os jogos devem ser aplicados de acordo com a faixa etária dos alunos, os jogos devem desafiar os alunos, encorajá-los. TAHAN (1968) “... para que os jogos produzam os efeitos desejados é preciso que sejam, de certa forma, dirigidos pelos educadores.”, a partir da citação de Tahan percebe-se a importância do educador dirigindo os jogos e atividades lúdicas da matemática, a observação diária do educador durante os jogos matemáticos dos alunos; o jogo possibilitará o desenvolvimento de estratégias, exercitará o raciocínio-lógico-matemático, o professor é peça importante e deverá oferecer aos alunos diversos e diferentes ações que podem ser utilizadas para o conhecimento da matemática.
   Na proposta de Malba Tahan (apud FARIA, 2004, p.68) o ensino da matemática deve contemplar a utilização de jogos desafiadores - devendo ser aplicados de acordo com a faixa etária dos alunos, criatividade ao estudo dirigido e manipulação de objetos, opondo-se ao ensino centralizado, onde o professor é o detentor do conhecimento, além de exposições orais, onde a única participação do aluno é de registrar o conteúdo.
    Uma das histórias narradas no livro é A Aventura dos 35 camelos hoje muito conhecida no qual Beremiz consegue resolver o caso dos camelos que deveriam ser divididos entre três irmãos de acordo com a vontade do pai. O mais velho deveria receber a metade, o do meio uma terça parte e o mais novo ficaria com a nona parte.
Acrescentando um camelo o camelo do amigo aos 35 da herança, Beremiz consegue dividir os camelos entre os três irmãos de modo que o mais velho ficou com 18, o do meio ficou com 12 e o mais novo com 4 dando a soma da herança 34 camelos. Sobraram 2 camelos o camelo do amigo e mais 1 que ele saiu lucrando pela resolução da questão.
     Segundo Malba Tahan (apud FARIA, 2004, p.68) na prática pedagógica o conteúdo deve ser apresentado de maneira divertida, atraente, levar a curiosidade, apresentar situações desafiadoras; onde os professores em suas ações sejam capazes de envolver e encantar, além de valorizar os erros e o mais importante que se faça chegar essa matemática aos alunos.
      Ensinar os alunos os significados e as técnicas das operações matemáticas, não garante que esses compreendam e interpretem de maneira significativa os problemas e situações cotidianas de modo a buscar soluções e resolver os mesmos. Dentro dessa perspectiva é fundamental que o professor (a) estimule seu aluno a contextualizar a matemática, para que esse invente e reinvente maneiras de solucionar situações-problemas da sua realidade de maneira criativa, diferente do tradicional e ousada.  Ambos os autores apresentam como é possível fazer um trabalho interdisciplinar, pois isso pode ampliar os horizontes das crianças de maneira prazerosa, lúdica e interativa e o professor tem um papel crucial de indiretamente encorajar a autonomia de pensamento, principalmente quando há uma situação de conflitos, onde a criança pode desenvolver a mobilidade e coerência do pensamento. Portanto, considera-se este o objetivo mais importante para os educadores.

Referencias Bibliográficas:
Livro - A criança e o numero de Constance Kamii
Livro – O homem que Calculava de Malba Tahan

Nenhum comentário:

Postar um comentário